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Assim como Mar calmo não produz marinheiros, é nas crises que surgem os Guerreiros!

By 22/04/2018 Reflexão No Comments
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Estava caminhando na volta do almoço, pensando o quanto a vida tem nos imposto muitos pesos. E por incrível que pareça, esses pesos não são muito diferentes de uma pessoa para outra. Eles só mudam o sotaque, a roupa ou a profissão. Pois no fundo, nossas dores são muito parecidas.

A crise que tomou conta do país não se manteve somente dentro dos meios profissionais ou políticos, mas abriu uma porta para que nos questionássemos como estavam nossas expectativas e nossos planos.

Hoje a crise também é interna, está na hora de aprendermos com ela e termos coragem de assumirmos nossa parcela de culpa. E não nos isentarmos do cenário como se tudo fosse culpa de um governo, de uma sociedade ou de um tempo.

É hora de refletirmos se nossas certezas estavam tão firmes e inabaláveis e principalmente onde elas estavam apoiadas. Talvez, seja duro ver, que as vezes construímos castelos de areias.

E que os anos de experiência e especialização, estão sendo trocados por poucos anos de estudo e um serviço mediano. A Frase que o “ótimo é inimigo bom” foi sendo usada como desculpa para um serviço sem expressão.

Pois em tempo de crise a perfeição se torna secundária nos processos e a execução dele torna-se o objetivo. Não quero saber como vai ser feito, o que importa é que seja feito.

Mas como entender todo esse processo em que vivemos? Usar desse mar revolto, como ferramenta para encontrarmos um meio de sair por cima e inteiros?

Bom, eu tenho uma verdadeira admiração pelo mar, pelos surfistas, marinheiros e como eles conseguem “dominar” o mar. Quanto mais forte o mar e as ondas, mais intenso e belo são suas vidas e histórias. Dizem que mar calmo não fazem marinheiros e ondas baixas não transformam surfistas em Ídolos. Cada vez mais estou entendendo isso.

Mas como dominar o mar, se ele tem suas regras e sua fúria muitas vezes arrasa com vidas? Na verdade não se domina o mar, se respeita. Como não se domina o mercado, mas aprende-se a lidar com suas diversas nuances e controversas.

Interessante que um surfista e um marinheiro com excesso de confiança e de experiência, muitas vezes fica cego para os detalhes e não enxerga o óbvio. O que pode custar à eles a vida. Quem assistiu o filme Mar em Fúria, entende muito bem o que estou dizendo. O limite entre a experiência e a tolice é uma linha tênue.

Do mesmo modo nosso olhar muitas vezes fica cego para as mudanças do mercado. E a Crise é um belo momento para afinar nosso olhar e buscar ver o que ninguém mais vê.

E entender que somos agentes da mudança, pois ela parte de nós. Não dá para ficarmos vendo ” a banda passar”. É hora de fazermos algo por nós e pelos outros. De reorganizar nossa vida e o rumo das coisas. Identificar em nossa história, em nossa trajetória o que realmente pode fazer a diferença.

Mineiramente falando, a crise não vai deixar de ser crise só porque eu estou descontente, desempregada ou não concordo com os rumos da sociedade. A Crise só vai deixar de ser crise, quando eu parar de coloca-la como foco da minha vida e das minhas desculpas. E Agir!!!

Então, crie as oportunidades. Se reinvente, volte estudar, faça contatos. Saia da toca! Tem tanto curso online e presencial, que não vai custar nada a você. Apenas sua vontade de melhorar e se transformar. É assim que nos mantemos vivos e nos tornamos verdadeiros guerreiros. Como os marinheiros e os surfistas, aprenderemos a vencer o medo do mar e fazer dele nossas melhores histórias.

Um grande abraço!!

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