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Quanto vale seu tempo?

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Quanto vale seu tempo, seu trabalho, os dias ensolarados deixados para trás, os dias de chuva e pés molhados?

Quanto vale suas lágrimas, seu cansaço no final do dia?

Quanto vale os contratos fechados, depois de longas horas de negociação?

Quanto vale seus sonhos guardados na gaveta, para um dia serem vividos?

Quanto vale deixar o amor e a vida pessoal de lado, os dias de alegrias e cheios de esperança, desperdiçados na obrigação de cumprir somente suas obrigações que só aumentam com o passar do tempo?

Se você não se faz essas perguntas, seria bom parar um pouco e se fazer. Seria interessante olhar para dentro e para volta, simultaneamente e ver que essas perguntas estão sendo feitas por muitas pessoas.

Mais que uma reflexão, essas pessoas estão descobrindo que, uma nova sociedade pode surgir a partir de conceitos construídos no bem-estar, pessoal, profissional e coletivo. Parece coisa de “doido” pensar assim, em uma sociedade menos consumista e mais colaborativa, mais focada no bem-estar global.

Mas, não é!

Pesquisando e lendo muito sobre economia compartilhada, colaborativa e criativa, é maravilhoso ver esse mundo cada vez mais novo e mais cheio de ideias que valorizam o ser e o não o ter. Mais que desenvolver tecnologia para facilitar nossa vida, como a internet das coisas, é fazer que essa tecnologia una interesses e pessoas, facilitando uma comunicação construtiva.

Hoje buscamos um sentido no adquirir, no impacto que isso vai ter no meio ambiente e mensuramos se aquilo que foi consumido será reaproveitado. É uma nova forma de pensar, estamos descobrindo que nossas horas “gastas” com um único objetivo de acumular, têm nos adoecido. Com a perspectiva de longevidade cada vez mais alta, não dá para pensar em uma vida atrelada a uma lista de remédios para ansiedade e dores causadas por uma vida mal vivida.

Segundo a pesquisa feita pela Agencia Brasil, em agosto de 2017, veja que interessante: “De acordo com o estudo, 79% dos consumidores disseram que a economia compartilhada torna a vida mais fácil e 68%, que podem passar a adotá-la em no máximo dois anos. A vantagem dessa forma de consumo é a economia de dinheiro (segundo 47% dos entrevistados) e evitar o desperdício (46%)(…).” Confira a matéria completa aqui:

Se você ainda não está pensando assim, pode começar a observar, pelo menos 1 pessoa a sua volta já pensa nisso. Já se preocupa em usar menos o carro e usar mais o Uber, 99, Cabify etc. Independente do motivo inicial, isso já está sendo construído como um conceito colaborativo.

Tenho ido com certa constância à São Paulo e tenho usado com certa frequência esses aplicativos de carona para ir de um lado para o outro, e sempre converso com os motoristas. Em uma dessas vezes, o carro estava com a placa de BH, então, como uma boa mineira, perguntei: Notei que sua Placa é de BH, você é de lá? Ele me responde: Não moça! Sou nordestino e esse carro é alugado para trabalhar. Moro em São Paulo há 20 anos.

Achei Sensacional! E pensei, poderíamos viver isso há 30, 40 anos atrás? Acredito que, não nesse formato. Isso é fruto de uma sociedade cada vez mais tecnológica, compartilhada e colaborativa. O uso dos aplicativos nos Smartphone, cada vez mais inovadores, trouxe uma liberdade e uma comunicação que há 30 anos, não seria possível. Pois, os objetivos eram outros, era um máximo ter um carro 0 na garagem, era sinal de prestígio, que você estava crescendo e sendo o dono do mundo.

Hoje quando pensamos em comprar um carro, analisamos os gastos que teremos com ele, se realmente há necessidade, pois, ele se torna um membro da família, que precisa de todo cuidado, que pode ser bem caro e influencia diretamente no orçamento.

Por outro lado, muitos que já tem carro fazem a opção de vendê-lo, quando seu uso é pouco, para diminuir as despesas. Ou seja, as coisas estão mudando, mesmo que não seja a sua realidade, se olhar a sua volta, você perceberá.

São tantos insights que surgem e trás hábitos do interior para a rede, olhem que interessante: Recentemente conheci uma plataforma, chamada Tem Açúcar? É isso mesmo, sabe quando falta açúcar na sua casa, justamente quando você vai fazer aquele café? Então, você bate na porta do vizinho com uma xícara de café e pede, Tem açúcar?

Esse é o sentido. Você se cadastra na plataforma e se tem pessoas na sua rua, no seu bairro que estão cadastrados, recebem sua mensagem, com sua solicitação do que está faltando, e plin! Alguém responde e te empresta, é isso mesmo, te empresta o que você precisa. Depois que você usar e devolver, é hora de contar a experiência com a plataforma e deixa a indicação que essa pessoa é super gentil.

Veja o vídeo:

Gente, isso é algo muito legal, são hábitos que vivemos no interior que, hoje, vão para rede e se espalham. Outra Plataforma super interessante é o Bliive, que você troca seu tempo por moedas e essas moedas ficam como créditos para você usar futuramente. Tem tanta coisa legal, tem aulas de inglês, espanhol e Italiano, aula de forró, de escrita criativa etc. É um mundo de pessoas que doam seu tempo para ajudar outras pessoas e são ajudados também.

Veja o Vídeo:

Ai, você pode me dizer: Ahan! E a Grana? No fim do mês as contas sempre chegam. Meu amigo, para pessoas talentosas, que desejam trabalhar e seguir seu propósito, nunca faltará trabalho e oportunidades, sempre há alguém que vai te indicar para algo maior.

O que venho trazer em meus artigos sobre economia compartilhada é mostrar que as coisas estão acontecendo a sua volta, querendo ou não, o mundo está mudando. Quero que mais pessoas descubram que ainda vale a pena seguir seus instintos.

Que vale apena seguir por novos caminhos, que somos criativos, que seu tempo é precioso demais para ser desperdiçado, que suas ideias podem até parecerem “meio loucas”, mas se pensarmos nessas plataformas, inicialmente elas também podem parecer algo fora do “convencional”, mas estão dando certo.

Então, não é que eu veja o mundo “cor de rosa”, é que eu acredito de verdade que podemos mudar nosso meio, com poucas atitudes, que podemos unir nossos dons em prol de algo melhor e que não vai faltar grana no final do mês.

As oportunidades estão aí, basta usarmos o que temos de melhor, nossa capacidade de nos reinventar. Como À Mineira, é um projeto que tem objetivo de unir os interesses e levar a informação a onde ela é desejada e por “N” motivos ela não chega, então, nós levamos e criamos o meio dela acontecer. Quer saber mais, o que À mineira anda fazendo, é só ficar ligadinho aqui!!

Um grande abraço!!